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18 de abril, 00:30

Calhou estar a ler uma entrevista com um "artista de vanguarda" que ameaçava "denunciar as injustiças sociais" e as "desigualdades de género"; é o género de pessoas que transformam a arte numa série de irrelevâncias, ou numa ONG para promover banalidades.

Calhou estar a ler uma entrevista com um "artista de vanguarda" que ameaçava "denunciar as injustiças sociais" e as "desigualdades de género"; é o género de pessoas que transformam a arte numa série de irrelevâncias, ou numa ONG para promover banalidades.

E lembrei-me de Mae West (1893-1980) que, a 19 de abril de 1927 - faz amanhã 90 anos -, foi condenada a  dez dias de prisão depois de escrever, encenar e representar a sua peça ‘Sex’. 90 anos.

A ‘rebeldia’ dos artistas de hoje é tão pateta como um anúncio de sabonete. ‘Sex’ contava a história de uma prostituta das ruas do porto de NY e foi vista por mais de 350 mil pessoas (em 375 representações) - mas as autoridades detiveram West por obscenidade, imoralidade e por "corromper a moral da juventude".

Em vez de pagar a multa de 500 dólares, ela preferiu passar 10 dias na prisão, que lhe deram casa cheia nas futuras encenações. Interrogada sobre esses dias de detenção, declarou que teve de lavar as suas próprias meias de seda. Como diziam os críticos, subiu as escadas do sucesso - pecado a pecado. Maravilhoso.

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