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Adeus, fim-de-semana alucinante

Adeus, fim-de-semana alucinante

19 de maio, 00:30

Não voltará a conjugação papa-futebol-festival em três dias. A realidade-sonho esvai-se. Segunda-feira voltou a realidade pesada do quotidiano.



























A RTP está de parabéns pelo modelo do Festival em Portugal, permitindo a vitória duma boa canção com excelente interpretação. Esta, que era música e não espectáculo de casino, mostrou inesperadamente que o rei Euro-Festival ia nu, já não tinha música.





























N. Galopim comentou com acerto, mas Malato foi pegajoso, verborreico. A culminar, o jornalista Pedro Esteves, que a RTP promove sabe-se lá porquê, foi desastroso no info-entretém; fala mal português e não tem saber para se pronunciar sobre os temas.






























Outro milagre de 13 de Maio: a vitória de Salvador Sobral teve mais audiência do que a festa do SLB no Marquês de Pombal. Teve o sabor de ser "lá fora", de ser assumida como nacional, de ser inesperada e de ter conteúdo (a canção) para além da festa.




























O fim-de-semana alucinante terminou com centenas à chegada de Salvador e Luísa Sobral a Lisboa. Depois do Papa e canonizações em Fátima, do fim antecipado do campeonato de futebol e da vitória no Festival, fechou um fim-de-semana como não haverá outro.



























O Emplastro é omnipresente. Não há evento sem Emplastro. Está em todo o lado, como Deus e Marcelo. Só por inveja o Presidente da República ainda não lhe atribuiu a medalha de Mérito Audiovisual. E porque não um subsídio do governo por mérito cultural?




























Trump está tão parecido com Ramalho Eanes! E o director do FBI, que passou a director do FMI? Christine Lagarde está tão parecida com Manuela Eanes! Duas gafes numa só imagem é obra, mas a TV cá está para bater recordes. Aguardemos pelo três em um.




TENDÊNCIAS

Natureza
Muitos lamentam que a TV se concentre nos grandes eventos e esqueça outras notícias, como no fim-de-semana alucinante. Mas isso é ignorar, ou até desprezar, a natureza do media e as preferências dos espectadores. Do mesmo modo que os jornais têm os seus géneros de conteúdos, a TV tem os seus. Por que haveriam de ser os mesmos? Pode é haver falta de equilíbrio e senso nas TVs. E às vezes faltam.

Corneta
Marcelo está a ser vítima da sua política de encosto ao governo. Exagera ao fazer-se porta-voz do governo em vez de ser porta-voz do país. Isso vai cansando os cidadãos e já levou a que seja menorizado nos media: tal como Marques Mendes é Corneta de Belém, Marcelo é Corneta de S. Bento. E, assim, Marcelo dá o lugar a Costa. Para quê ouvir Marcelo se é a corneta de Costa?

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